Práticas Pedagógicas em Educação Inclusiva
Quando se trata de inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais nas escolas regulares, uma das maiores preocupações é a da avaliação. De que forma vamos avaliar este aluno?
De acordo com os textos lidos para esta Interdisciplina a avaliação da aprendizagem deve ser uma ação pedagógica que favoreça e não dificulte o processo de inclusão. A avaliação não deve ser tornar, como ainda ocorre muito no cotidiano escolar, um instrumento de exclusão e fracasso escolar, principalmente na perspectiva destes alunos de inclusão.
Alguns cuidados são essenciais para tornar a avaliação um processo que qualifique a prática pedagógica, fazendo que tenha um caráter investigativo, diagnóstico e redimensionador de intervenções futuras. O principal destes cuidados é avaliar o aluno como parâmetro de si mesmo, relacionando com o ambiente no qual vive. Deve levar em consideração o processo de construção do conhecimento e não apenas o resultado final.
É preciso que o professor esteja atento a todo processo de aprendizagem deste aluno e se permita repensar e modificar a sua prática para que seja possível buscar o progresso contínuo do aluno.
A escola, enquanto instituição, deve refletir junto com os professores quem são os sujeitos de inclusão e quais as intenções que se tem com relação a estes alunos, para a partir daí elaborar suas ações e suas avaliações sobre o andamento delas.
Enfim, a avaliação não deve ser utilizada como uma forma de medir o conhecimento dos alunos e sim, como uma prática de observação contínua, não apenas do aluno, mas também do professor, para que este possa estar em constante avaliação das suas aulas tornando-as mais significativas e relacionadas com a necessidade e realidade dos alunos.
Comments (1)
lenise.pead@... said
at 10:39 am on Jul 5, 2009
Muito bem Quelen, boas reflexões e compreensão do sentido de nossas concepções de trabalho.
Profª Lenise
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